Como feminista, de esquerda, antifascista, antirracista, entendo que colaborar com a bolsa é uma oportunidade que tenho para transformar meu discurso em prática. Sair da militância virtual para algo material. Entendo que conhecimento e oportunidades devem ser sempre compartilhados, mas nosso sistema se coloca como um desafio. Enfim, uma nano colaboração, mas que espero seja uma oportunidade bacana para alguém. Um abraço fraterno, feminista, lula livre, fora bozo e Marielle Vive!

Flávia Castelhano, apoiadora do projeto As Pensadoras em Sororidade

Sempre achei que alcançando os espaços decisórios de poder eu estaria fazendo algo pelo feminismo. Mas hoje eu vejo que essa caminhada só fará sentido se junto comigo eu levar e apoiar outras mulheres. Precisamos romper com o feminismo individualista, branco, elitista e lutar por um movimento com pluralidade de classe e etnia.

Tricia Schaindhauer, apoiadora do projeto As Pensadoras em Sororidade.

Ao longo do ano venho fazendo os minicursos das Pensadoras. Quero dizer que estou extremamente feliz e grata por todo o conhecimento compartilhado. Sou indígena-descendente Maxacali e faço parte do Wayra- Movimento Ancestral-Filosófico de Indígenas Mulheres, fundado em 2020 por Aline Kayapó, mas que vem sendo tecido ao longo dos últimos anos. O movimento tem o objetivo de ser uma rede de mulheres indígenas "pensadoras" para juntas construirmos um pensamento crítico à respeito da opressão e subjugação das mulheres indígenas. Isto é feito a partir de nossas histórias individuais e das histórias de nossas famílias e nossos povos diante dos processos coloniais impostos de diferentes formas sobre nossos corpos ao longo das últimas gerações. Aos poucos estamos construindo nossas pautas, áreas de atuação e projetos. Dentre os projetos, existe a ideia de criarmos a "Escola Wayrakunas" - de pensadoras indígenas contemporâneas."

Bárbara Nascimento Flores

Lindo de ver a criação da Escola de Formação Feminista As Pensadoras, que vem com a coragem, ousadia e a garra para questionar o histórico de silenciamento das mulheres na filosofia e áreas afins. Ele integra um movimento potente de desencastelamento do pensamento pela voz das mulheres e vejo nele um "impulso utópico", em referência a uma das autoras estudadas na primeira edição do Curso As Pensadoras, Seyla Benhabib. Segundo a filósofa, sem a utopia como princípio regulador da esperança, não só a moralidade, mas também a transformação radical e emancipatória é impensável. Enquanto mulheres, temos muito a perder ao desistir da esperança utópica em um outro mundo possível. As utopias mobilizam desejos e por isso são tão potentes quanto ameaçadoras... Que esse projeto coletivo que une tantos sonhos e ideais floresça e permita a esperança na possibilidade de um novo começo. Afinal, (re)começar é a suprema capacidade humana. Vida longa à As Pensadoras e a tantos outros projetos que hão de vir!

Loiane Prado Verbicaro

Participar desse curso "As Pensadoras - 3ª turma" da Rede Brasileira de Mulheres Filósofas, é a melhor experiência que estou vivendo nesta perspectiva. Tenho tido o prazer de ver no palco, e consequentemente conhecer Autoras, até então, pra mim, em sua maioria desconhecidas. Autoras estas, que me fazem pensar de outra forma, dando sentido ao que me acontece e vejo, que antes não conseguia, pois os argumentos estavam filtrados por uma lente tradicional, machista e branca. Com essas Autoras e seu elenco de Artistas, Cientistas, Professoras (apresentadoras) de suas obras, o espetáculo está pronto! O show apresentado tem sido simplesmente magnífico, esplêndido, de proporção inigualável. No Curso "As Pensadoras" me foi ofertado um caleidoscópio, onde o objeto de desejo está em constante movimentação.

Adriane Corrêa da Silva

As Pensadoras foi a oportunidade por meio de um curso bem estruturado, de conhecer autoras feministas e como suas contribuições dialogam com a nossa sociedade. Todas as aulas ministradas por Professoras e Pesquisadoras que além de conhecerem com profundidade cada pensadora, apresentaram formas de como agregar cada conceito exposto às nossas vidas e fortalecer nossa luta para um cotidiano menos violento a nós mulheres.

Karina de França Silva Valle