As relações de violência ligadas ao gênero, raça/etnia, classe
em contraposição ao capitalismo/patriarcado vêm se mostrando cada vez mais
relevantes na atualidade. É necessário que façamos um esforço na tentativa de
não reduzirmos a violência doméstica, bem como as questões de não equidade
de gênero, a uma simples dicotomia entre homens e mulheres proposta pelo
projeto colonial/moderno. Faz-se mister contextualizar o projeto histórico que
nos fez chegar até este momento em que a construção da violência doméstica e
de gênero funcionam como disciplinadora de corpos considerados desviantes ou
dissidentes, ou seja, corpos que não correspondem ao ideal de humanidade
centrada no homem, branco, heterossexual, cristão, militar considerado o
essencial ou sujeito universal paradigmático.

MINISTRANTE

Drica Madeira

Professora

Mulher, mãe de dois filhos e uma filha, feminista. Doutoranda em Ciência da Literatura na UFRJ, pesquisadora do Programa Avançado de Cultura Contemporânea (PACC Letras/ UFRJ). Autora do livro "Maria da Penha: entre a teoria e a prática" (Editora Literar, 2019); comunitária das Pensadoras.

Aula 01:

Objetivos: Apresentação das políticas feitas por e para mulheres desde a década de
80, como SOS Vida até o sancionamento da Lei Maria da Penha do Feminicídio;

 

Aula 02:

Objetivos: Discutir políticas de encarceramento no Brasil, abolicionismo penal e
desigualdades sociais e a busca de saídas para tais questões na busca de um mundo
livre de violência para as mulheres.

 

Link do Lattes: Drica Madeira