PROPOSTA PEDAGÓGICA: 

Analisar a relação entre princípios do ecofeminismo com as práticas em comunidades, sob a ótica das indígenas mulheres com o intuito de fortalecer a necessidade do reconhecimento das identidades locais e da valorização do papel das mulheres na sustentabilidade ambiental (nas dimensões social, econômica e ecológica) em suas comunidades e na construção do Bem-Viver.

MINISTRANTE

Bárbara Flores

Professora

Mãe da Rhara, Cainã e Kauai; Pertencente ao povo Borum-Kren (remanescentes botocudos - indígenas do tronco Macro-Jê da região dos Inconfidentes/ MG) e descendente Maxacali - é dançarina, professora, pesquisadora e escritora, graduada em Turismo - PUC-Minas; especialista em Educação Ambiental e Sustentabilidade - Faculdade Metropolitana/ BH - MG; Mestre e Doutora em Desenvolvimento e Meio Ambiente - UESC/ Ilhéus - BA; Membra Fundadora das Wayrakunas - Rede ancestral-filosófica, que se vincula à reflexão da resistência das indígenas mulheres no Brasil; Associação Multiétnica Wyka Kwara - GT Bem-Viver; Articulação Brasileira pela Economia de Francisco e Clara - Vila de Agricultura e Justiça. Autora dos livros: Filhos Melhores para o Mundo: por uma educação ambiental de berço; e, Ecofeminismo e Sustentabilidade Ambiental: uma análise a partir da organização social de comunidades indígenas e ecovilas.

Aula 1: Ancestralidade, Mulheres e Bem-Viver: uma introdução

Dia 01 de dezembro, das 18h às 20h30

Objetivos:

Discutir processos concretos de reorganização étnica indígena a partir de pontos de vista históricos e antropológicos sob a ótica das mulheres e seus povos, a fim de partilhar visões de mundo para a construção do Bem-Viver a partir das práticas de Comunidades Indígenas nas suas relações e aprendizados.

 

Aula 2: O Ecofeminismo e as Indígenas Mulheres: princípios e práticas

Dia 06 de dezembro, das 18h às 20h30

Objetivos:

Apresentar os conceitos básicos dos ecofeminismos e suas práticas relacionadas com as lutas das indígenas mulheres em seus corpos/territórios.

Discutir a recuperação e atualização do pensamento feminista, incorporando estas reflexões, às contribuições das indígenas mulheres e dos conceitos do “bem viver”, à partir de indicadores de sustentabilidade ambiental, correlacionados com indicadores de ecofeminismos presentes nas práticas comunitárias como necessidades surgidas da prática de resistência a um modelo de crescimento e desenvolvimento econômico insustentável que está impactando fortemente as próprias bases da sobrevivência comunitária sadia e digna.

 

CURRÍCULO LATTES PROFESSORA BÁRBARA