APRESENTAÇÃO DO CURSO 

Para a edição do curso As Pensadoras Latino-americanas, escolhemos algumas intelectuais dos séculos XIX e XX que colocam no centro de suas reflexões a periferia. Com discussões pautadas na Filosofia, História, Teoria Política, Ciências Sociais e Educação, essas pensadoras contribuíram e contribuem para o aprofundamento de questões éticas, políticas e educacionais, diretamente relacionadas à luta pela igualdade de gênero/raça/classe e de lugar como humanos no território do globo. O curso aborda, de modo detalhado, o pensamento e a luta de cada uma destas pensadoras e fomentará discussões sobre as ideologias feministas nos contextos em que cada uma delas aparece, a fim de, inclusive, colocar questões aos feminismos, além de questões construídas a partir das leituras.

 


plano das AULAS

Aula Inaugural - Conferência de Abertura "Mulheres indígenas e a colonização"  (aberta ao público).

  • As palavras e os ensinamentos das ancestrais - Ana Manoela Karipuna (UFPA)

  • Indígena subjetivando em diferente contextos - Edilaise Nita Tuxá  (Articulação Brasileira de Indígenas Psicólogos(as) - ABIPSI)

  • Do território às universidades: indígenas mulheres no transitar do saber- Braulina Aurora  Baniwa - (PPGAS)

 

AULA 1: DRA MIRIAM ALDEMAN (UFPR): ROSÁRIO CASTELLANOS 

Não é a ‘mesma (velha) história’: Rosário Castellanos e a crítica do ‘eterno feminino’.

Objetivo:

Examinar a peça, identificando personagens chaves e o que elas, dentro da trama narrativa, representam em termos de uma re-leitura da construção da nação mexicana;

Conectar estes mesmos elementos ao projeto de repensar a história e reconstruir a teoria social - a partir de experiências de mulheres e à luz da teoria feminista e a categoria de relações de gênero.

 

AULA 2: DRA. MARINA COSTIN FUSER (PUC-SP): GLÓRIA ANZALDÚA

A Consciência de Mestiça em Gloria Anzaldúa.

Objetivo:

Esta aula pretende abordar os ritos e a semiótica das narrativas de fronteira que dão corpo ao conceito de consciência de mestiça de Glória Anzaldúa em diálogo com algumas teóricas de fronteira, como Trinh T. Minh-ha, Maria Lugones, Chandra Talpade Mohanty, mas com o foco na obra de Anzaldúa, cuja riqueza imagética e cultural abarca referências que nos fazem pensar a fronteira como um espaço complexo, transitório e que oscila entre o liso e o estriado, entre a patrulha e o que escapa. A proposta é suscitar discussões e questionamentos sobre o que é e o que fazer desta fronteira, num sentido que transita entre o real e o imaginário.

 

AULA 3: DRA. NIVIA IVETTE NÚÑEZ DE LA PAZ (UNINI): IVONE GEBARA

A teóloga e filósofa ecofeminista que rompe silêncios!

Objetivo:

Contribuir à memória feminista, ao sentido histórico do feminismo, com o estudo da vida e trajetória da teóloga e filósofa ecofeminista Ivone Gebara.

Trabalhar a Teologia Feminista a partir da história de vida de Ivone, brasileira que, sem dúvidas, tem marcado o pensamento teológico e filosófico contemporâneo.

Destacar a História de Vida como ferramenta metodológica acadêmica feminista.

 

AULA 4:  DRA. VIVIANE BAGIOTTO BOTTON (UERJ): JULIETA PAREDES

Q’amasa Warminanaka, descolonizando o patriarco-capitalismo.

Objetivo:

Expor os principais aspectos dos argumentos da pensadora em relação a sua teoria e prática e fomentar a reflexão e o debate em torno deles.

 

AULA 5 : DRA. LIA PINHEIRO BARBOSA: EMMA CHIRIX

Mulheres indígenas, corpos, subjetividades e racismo à luz de Emma Chirix.

Objetivo:

A aula tem por objetivo apresentar uma introdução às bases teórico-metodológicas da produção intelectual da socióloga guatemalteca Emma Chirix. Outro objetivo é debater a concepção de “processo civilizatório” a partir da domesticação dos corpos das mulheres indígenas, dando ênfase às categorias corpos, subjetividades e racismo à luz do feminismo e em uma perspectiva descolonizadora.

 

INFORMAÇÕES: inscricoes@aspensadoras.com.br

MINISTRANTE

Lia Pinheiro Barbosa

Professora

É Doutora em Estudos Latino-Americanos pela Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM), com intercâmbio no Centro de Estudios Superiores de México y Centroamérica (CESMECA). Socióloga e Mestre em Sociologia pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Professora da Universidade Estadual do Ceará (UECE), no Programa de Pós-Graduação em Sociologia (PPGS), no Mestrado Acadêmico Intercampi em Educação e Ensino (MAIE) e na Faculdade de Educação de Crateús (FAEC). Líder do Grupo de Pesquisa (CNPq) Pensamento Social e Epistemologias do Conhecimento na América Latina e Caribe. Pesquisadora do Grupo de Trabalho Economía Feminista Emancipatória e do Grupo de Trabalho Anticapitalismos y Sociabilidades Emergentes, ambos do Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (CLACSO). Desenvolve pesquisas relacionadas à resistência, movimentos indígenas e camponeses e defesa dos territórios e dos comuns na América Latina. Nesse marco, também pesquisa a concepção onto-epistêmica de feminismo e da luta das mulheres na perspectiva das camponesas e indígenas em contextos de resistências na região. Lattes: http://lattes.cnpq.br/3858914223581195

Marina Costin Fuser

Professora

É Doutora em Estudos de Gênero pela University of Sussex. Passou um ano pesquisando sob a supervisão de Trinh T. Minh-ha em Berkeley, onde cursou seu doutorado-sanduíche no Department of Gender and Womens Studies. Recentemente fez um curso executivo de Womens Leadership no Barnard College, Columbia University, em Nova York. Trabalhou como assistente de pesquisa no programa Diálogos do Institute of Development Studies, com análise, transcrições e traduções do material audiovisual coletado em plataforma de jovens cidadãos em Moçambique. Pesquisa e atua em questões de gênero e mulheres desde 2006, contribuindo com artigos, pesquisas, iniciativas e palestras sobre o tema. Publicou sua dissertação de mestrado ?Mulheres que dançam à beira de um abismo: mulheres na dramaturgia de Hilda Hilst? pela EDUC. em 2018, e pesquisou o conceito de emancipação da mulher em ?O Segundo Sexo?, de Simone de Beauvoir. Sua tese de doutorado é sobre nomadismo no cinema e na etnografia pós-colonial de Trinh T. Minh-ha. Integrou o GenEq - Gender Equity Resource Center (Centro de Recursos sobre Equidades), em Berkeley, e o NGender - núcleo de estudos de gênero de Sussex. Foi colaboradora do Reframe - coletivo de doutorandos e acadêmicos engajados de Sussex, e estagiou em curadoria de cinema no Pacific Film Archive, em Berkeley. Bacharel e Mestre em ciências sociais pela PUC-SP, e lecionou em Sussex no campo de estudos culturais. Lattes: http://lattes.cnpq.br/4874123641874986

Miriam Adelman

Professora

Possui mestrado (M.Phil) em Sociologia, New York University (1990) e doutorado pelo programa de Doutorado Interdisciplinar em Ciências Humanas pela Universidade Federal de Santa Catarina (2004). É professora associada do Programa de Pós-graduação em Sociologia (PGSOCIO), do Programa de Pós-graduação em Letras (PGLETRAS, área de Estudos Literários) e do Curso de Ciências Sociais da Universidade Federal do Paraná. É co-coordenadora do Grupo de Pesquisa de Mulheres e Produção Cultura, da UFPR, assim como co-fundadora do Núcleo de Estudos de Gênero/UFPR, núcleo interdisciplinar em que atua na instituição desde 1994. Tem produção recente nas seguintes temáticas: teoria sociológica contemporânea; teoria feminista; cultura e discursos midiáticos; corporalidades e identidades e relações entre humanos e outros animais. Atualmente realiza pesquisa de campo nesta última área, através de estudos sobre gênero e culturas equestres populares, na interface com discussões sobre gênero e espaço, o rural e o urbano nas sociedades contemporâneas. Na área de cultura e discursos midiáticos, realiza pesquisa sobre representações de gênero e produção de mulheres na literatura e em outras áreas das artes. Tem como projeto em andamento a organização de um livro sobre esta temática. É também escritora e tradutora (do português e do espanhol) especializada na produção de versões, em língua inglesa, de textos nas diversas disciplinas das Ciências Humanas. Mantém o blog Juntando Palavras (conviteapalavra.blogspot.com) Lattes: http://lattes.cnpq.br/1512074830811621

Nivia Ivette Núñez de la Paz

Professora

É pós-doutora em Teologia Sistemática (2015-2017) pela Faculdades EST, São Leopoldo (RS), com o Projeto "Em defesa da vida: da violência de gênero para relações humanizadas", bolsa PNPD/CAPES. Doutora (2008) e Mestra (2004) em Teologia pela Faculdades EST, São Leopoldo (RS). Licenciada em Teologia (2001) pelo Seminário Evangélico de Teologia, Matanzas, Cuba. Bacharelado em Filosofia (2015-2019) pela SINAL - Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, Rio Branco, Acre. Professora do Mestrado em Educação e Diretora de Tese da Universidad Internacional Iberoamericana - UNINI e da Universidad Europea del Atlantico - UNEATLANTICO. Miembro de la Escuela Internacional de Filosofia Intercultural ? EIFI, Barcelona/España. É membro do Grupo de Pesquisa Religião, Gênero e Violências (REGEVI) da Faculdade UNIDA de Vitória/Brasil e do Grupo de Investigación Formación, Interculturalidad e Innovación en Educación, UNINI-México e do Grupo de Pesquisa de Teologia Pública, da Pontifícia Universidade Católica, PUC - Curitiba/Brasil. Suas Áreas de Pesquisa e atuação são: Feminismos, Teologia, Filosofia, Violência contra as mulheres, Educação Popular, Interculturalidade, Ética e Direitos Humanos. Lattes: http://lattes.cnpq.br/3269216996688630.

Viviane Bagiotto Botton

Coordenadora de Curso

Dra. VIVIANE BAGIOTTO BOTTON é pesquisadora de pós-doutorado em filosofia na UERJ, onde desenvolve uma pesquisa sobre o diagnóstico da Histeria no Brasil da perspectiva das relações entre loucura, mulheres e ciências médicas nacionais. Tem doutorado pela UNAM- Universidade Nacional Autónoma do México, tendo também realizado um intercâmbio com a Universidade Paris XII e Paris I. Estuda a questão sobre Corpo e Subjetividades a partir do pensamento de Michel Foucault e se dedica aos estudos sobre gênero e poder, primeiramente nas questões impulsionadas pela tese e também pela experiência e proximidade com as escritoras latino-americanas, em especial a mexicana e a chicana. Isto convergiu com a entrada ao grupo Anamorfoses de filosofia latinoamericana e decolonial, a que passou a integrar quando foi professora substituta na PUC-SP em 2016 e 2017. Atualmente atua junto ao laboratório "filosofias do tempo do agora" (UFRJ) e ao núcleo de estudos sobre histeria, fundado por ela e outras pesquisadoras do Rio de Janeiro. Lattes: http://lattes.cnpq.br/6607821831919427

MEDIAÇÃO

Viviane Bagiotto Botton

Coordenadora de Curso

Dra. VIVIANE BAGIOTTO BOTTON é pesquisadora de pós-doutorado em filosofia na UERJ, onde desenvolve uma pesquisa sobre o diagnóstico da Histeria no Brasil da perspectiva das relações entre loucura, mulheres e ciências médicas nacionais. Tem doutorado pela UNAM- Universidade Nacional Autónoma do México, tendo também realizado um intercâmbio com a Universidade Paris XII e Paris I. Estuda a questão sobre Corpo e Subjetividades a partir do pensamento de Michel Foucault e se dedica aos estudos sobre gênero e poder, primeiramente nas questões impulsionadas pela tese e também pela experiência e proximidade com as escritoras latino-americanas, em especial a mexicana e a chicana. Isto convergiu com a entrada ao grupo Anamorfoses de filosofia latinoamericana e decolonial, a que passou a integrar quando foi professora substituta na PUC-SP em 2016 e 2017. Atualmente atua junto ao laboratório "filosofias do tempo do agora" (UFRJ) e ao núcleo de estudos sobre histeria, fundado por ela e outras pesquisadoras do Rio de Janeiro. Lattes: http://lattes.cnpq.br/6607821831919427